22/01/11

águas de janeiro

A esperança enche o coração de fôlego e faz o soro dos olhos acalmar.

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Eu sou violenta e mereço meu próprio cárcere.

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Sou sonhadora e mesmo assim, louca, sórdida, desejo me casar. Encontrar alguém para brincar seriamente de Para Sempre.

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Carrego em mim a estranha vontade de estar e não estar.
A vontade louca de gostar. Gostar verdadeiramente.
Existe como sentir de modo certo?
De ignorar o fato de não gostar.
De sonhar de modo menos duro.
Nossa, de ser leve.

Mas parece que ser leve é das últimas coisas serenas que vou conseguir para mim mesma.

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