Vivendo depressa dentro de alguns dias. Na corda bamba, com as pernas bambas, com o coração vazando, inflando, na dele... de repente, é tanto para sentir que paro.
Paro, simplesmente paro. Para ler Clarice, para identificar Lóri em tantas, mas não em mim, amém.
Sou indivisível nesse momento todo torto. Não há nada, exatamente, que eu possa falar sobre que não esteja conectado.
Meu caro, não sei nem lhe dizer o que é ruim e bom, já que estes também estão tão profundamente enraizados neste JÁ, que não sei, não sei...
Posso te falar apenas como me marcam as pessoas. Que eu nunca esqueci do meu olhar querendo capturar uma fotografia mental pra sempre das ruas que me levavam, há quatorze anos atrás, para a casa do meu primeiro namorado, e de me despedir quando eu sabia que o fim chegou. Do quarto do Marcelo, da foto que eu tapava com imãs. Do KA do L. Do Léo me levando para andar de skate. Daqueles que só me amaram sem receber nada em troca. Daqueles que eu amei profundamente, suspirei lentamente, e chorei algumas lágrimas. De tanta coisa aprendida.
Ah, os telefonemas que eu atendia aos montes! Ah, a escadaria da República quando eu trabalhava para ela.
Dos trabalhos e dos amores. De amantes, de experiências. De tudo isso que eu vivo justamente agora, cheia de nós.
Há tanto nesse mundo.
E eu só desejo você: estrada.
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