Eu ando com esse buraco de ausência o tempo todo. Tem horas que o buraco parece mais fácil de carregar. Tem horas, que pesa de um vazio imenso.
Quando eu tento entrar bem fundo nesse buraco, de tanta dor que há, as palavras somem. É como se nesse buraco, nada tivesse valor.
Eu só escuto o silêncio querendo que ele passe rápido.
Na verdade, não é silêncio. É mesmo o contrário. É como um som de vuuuuum que fica no ouvido, de algo acontecendo.
Dentro do vazio acontece. As vezes, acontece o tapar lento. As vezes, uma luta furiosa.
Eu tenho que me controlar.
Eu posso até tapar o buraco, mas os remendos continuam ali pra sempre.
... Há, como eu sinto de você!
(e passarão?)
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